Posterous theme by Cory Watilo

Extremos lado a lado

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Finalmente depois de algum tempo, fomos presenteados com uma temperatura mais amena aqui em Blumenau. O calor cansa mais rápido, tira disposição, por isso combina tão bem com o descanso da praia. Pelo  menos para mim.

Aqui em casa sou o mais friorento. Então nesse momento meu filho está com o ventilador ligado, e eu aqui tentando escapar do vento que considero frio. A vida em qualquer situação sempre é essa união de extremos e é exatamente quando se aprende a conviver entre o calor e o frio, que se cresce feliz.

Você deve estar pensando: que viagem é essa Claus?? Penso o frio, como naqueles dias em que não somos acessíveis, tratamos com certa indiferença as pessoas, porque estamos focados em outras coisas. Aí é preciso o calor da boa conversa, do silêncio de quem ouve sem julgar, do abraço ou simplesmente da presença de alguém.

Por outro lado, tem horas que estamos quentes demais, energizados, tomando decisões por kilo. E no calor, a sensibilidade é quase nula, porque você ferve sem sentir direito sentimentos que queimou pelo caminho. Aí vem aquela brisa fria das consequências. Nesse momento, é bom contar com a pessoa que vem colocar razão, a análise fria, reflexão.

Na casa do amigo

Hoje o filhão passa o dia na casa de amigo. Isso dá saudades de um tempo em que a liberdade (mesmo que pequena) de estar só era um presente aguardado. Pegar o ônibus, ir à venda (mercearia), na casa de um parente próximo sem temer que um traficante de 16 vá roubar um tênis.

Às vezes fico lembrando de tantas crianças cuja infância lhes abruptamente tirada. Isso não tem a haver com condição social. Aliás, tinha uma certa beleza e ousadia quando se tinha poucas coisas, mas elas eram importantes e valorizadas.

Meu pai era uma pessoa simples, mas batalhadora. Não tivemos do melhor, mas melhor do que muita gente. Minha infância foi brincando no pasto ao lado de casa, vendo as galinhas no galinheiro da vizinha e subindo árvores buscando goiaba e jabuticaba. Isso tudo (para quem conhece Blumenau) na rua da Furb (universidade) que hoje é um aglomerado comercial e residencial (estudantes). A coisa mais difícil quando se chega na meia idade é perceber que o tempo não é mais em anos e sim décadas.

Sim, é bom recordar o passado. Ruim é mergulhar e se afogar nele.

Facebook e sua mania de estar indisponível

Facebook

Não é a primeira vez que recebo esse aviso. Quando comecei no Facebook até poderia ter lógica, porque passei um link para alguns amigos manualmente e poderia ser interpretado como spam. Mas fora isso, só alguém que esteja querendo invadir minha conta (não imagino porque ela poderia ser interessante para alguém) e ele haja por prevenção.

Eu só queria entender quais os critérios p/ uma conta no Facebook ficar temporariamente indisponível. Pelas ferramentas Hootsuite, Tweetdeck ou Seesmic até consigo visualizar os posts. Em outras oportunidades, até escrever algum texto. É o tipo de coisa que é muito chata, ainda mais quando você tem uma informação clara do porque isso acontecer. Se com você também vive acontecendo de período em período como comigo, escreva um comentário aqui.

Vencimento de seu galão de água

Nesses dias fui ao supermercado Giassi, entreguei o garrafão de água de 20 L e a mulher do balcão o virou olhando sua base. Ao verificar a validade, eu lhe perguntei como eu teria certeza se o que eles estão me vendendo está no prazo? Afinal, virar um desses na pratileira onde estão para verificar isso, não seria uma tarefa fácil. Ela garantiu que todos comercializados são verificados. Nesses dias, em outro supermercado, mesma situação, só que o galão estava vencido. 

 

Bom, com isso chego às seguintes conclusões
  • Nada de moleza após comprar a água - peça no caixa para virarem e conferirem a data de validade, de preferência em um bem cheio. O incômodo gera providências;
  • Ser exigente em seus direitos - encha o saco do gerente do supermercado. Ele manda na unidade local e se todos forem exigir isso, certamente alguma providência será tomada;
  • Caixa de sugestões - a maior parte das grandes redes tem as caixas de sugestão. Preencha um, com o comentário mostrando que conferir validade na prateleira é  tarefa para halterofilista;
  • Vamos pressionar para ser colocado de forma mais visível - mande e-mail para órgãos do governo e as engarrafadoras, para que coloquem essa data em uma área mais visível e fácil de conferir.
Acho que deveria ser lá encima, mas essa seria no mínimo a forma correta de colocar a validade:

Precisamos reavaliar algumas coisas do passado

Antigamente era comum você ver pessoas sentadas na varanda de casa apreciando o tempo externo (sol, chuva, ...) e trocando um papo com a família e vizinhos. Evoluímos, nos plugamos nas redes sociais, assistimos aos milhares de canais da tv a cabo, lemos a revista da semana, sabemos o que acontece no micro e macro mundo.

O que mal sabemos é o nome das pessoas que moram no vizinho. Não dá tempo. Trabalhamos loucamente, fazemos cursos, universidade, viajamos por aí. Ah.. se der tempo, coisa boa encontrar os amigos e trocar boas risadas. Não temos tempo e porque não dizer, proximidade com quem mora ao lado.

Hoje, "Deus me livre do vizinho se meter na nossa vida. Eu aqui, eles lá" é um pensamendto muito comum. Precisamos colocar de novo a cadeira na calçada, abrir uma cerveja e convidar nosso vizinho para nos acompanhar. Ter um bom papo, inclusive sobre tudo que absorvemos nesse nosso mundo virtual (tv, internet, jornal, revista, etc...).

As lágrimas que puxaram um papo de vida.

Ultimamente tenho usado esse espaço, menos para postar opiniões e sim registrar meu cotidiano. A proposta desse blog é essa mesmo: eu penso e posto. Não há uma linha de assunto. Não pude deixar de registrar esse fato.

Ontem de manhã, ainda na praia, quando levantei, ouvi um barulho de choro vindo do quarto de meus pais. Minha mãe estava deitada na cama chorando. Relatou sua rotina de dores de cabeça e as que vem de sua artrose. Disse que muitas vezes sorria, enquanto agoniava por dentro de dor. Sentei ao seu lado, contaminado pelas lágrimas de quem eu amo tanto e tentei passar coisas boas. Conversamos tantas coisas de mãos dadas e sentindo o calor do corpo de onde um dia eu saí. Lhe dei o remédio e felizmente a dor passou um pouco.

Mais tarde ela desceu para tomar o seu café. O papo foi muito melhor ainda, porque falamos do passado, das dificuldades que passaram e a quanto custo conseguiram conquistar suas pequenas coisas. Fiz uma viagem no tempo, aquele que não cheguei a viver ainda, onde a rua que hoje é uma das principais da cidade (r. Antônio da Veiga) era de barro e a área que hoje é a praça do estudante, era um brejo. Quem é de Blumenau, entenderá o que digo. Ela comentou das pessoas que eles ajudaram, e nem esperaram nada em troca. Algumas voltaram para agradecer ou devolver o que emprestaram. Outras sumiram.

Falou da época em que minha irmã mais velha, pulou de uma árvore e um galho a espetou na carne. Eu nunca tinha reparado que ela tinha uma cicatriz debaixo do braço, muito menos imaginaria que era por causa disso. Ela também falou das dificuldades e alguns preconceitos que enfrentaram. Descreveu como os ultrapassaram e deixaram para trás, a decepção com algumas pessoas. Lembrou de como meu pai, aos 45 anos, conseguiu dar a volta por cima, depois de muitas dificuldades financeiras, onde a partir dessa idade construíram seu pequeno patrimônio. Tudo foi superação.

Minha mãe é querida, mãezona mesmo. Adora suas cachorrinhas (que viraram minhas irmãs ...rs) Ele é engraçadinha com seu jeito de ser e sotaquezão carregado que revela a descendência alemã. Não é sempre que parei e conversamos desse jeito. A dor e a vontade de estar ao lado dela, me deu esse tempo que ando dedicando ao trabalho, pesquisa e à leitura.

Foram as 2h30 mais importantes dos últimos anos e o mais importante: foi ontem. Sim, posso repetir a boa dose.

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Garantindo verduras sem agrotóxicos

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Meus pais viveram por muito tempo na rua da Furb (Universidade de Blumenau). São pessoas que tem origem do interior da cidade (Itoupava Central). Seus pais, tinham criação de animais, cultivo de hortaliças, como era comum na época.

Quando se aposentaram de verdade, escolheram a casa da praia para morar. Como muitas pessoas, eles fizeram sua própria horta. Mais do que simplesmente optar por algo que tenha procedência (sem agrotóxicos) é um hobby para eles. Tem cenoura, pimenta, taiá, mangarito, alface, vagem, mandioca, uva, entre outros.

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Quando o humor estraga o ambiente

Finalmente o sol marca pelo segundo dia consecutivo sua presença. O tempo, clima que mais faz diferença é o dos humores humanos. Quando você tem próximo pessoas que acham defeito em tudo, e quando riem, ainda é por algo de negativo que tenha lhe acontecido, o que deveria ser bom fica tenso. É uma pena, porque apesar de lhes desejar o bem, são por natureza tristes e contaminam o ambiente com seu mau humor.

Não somos perfeitos sempre, mas acredito mais no sorriso do que na cara amarrada. Nessas horas vale mais a boa troca de diferenças onde cada um abre a guarda de seu castelo de gostos pessoais. Ok, você deve estar pensando: "Ué, porque não para outro lugar? É opção sua aguentar isso!" Existem fatores, pessoas e situações que nem sempre nos dão essa liberdade. O jeito é fazer a minha parte e engolir os sapos que são digeríveis. Quando o gosto ficar muito azedo, será hora de reciclar. Estourar, é sempre a pior reação e nem sempre "define o território".

Esse Sr. Germano é uma figura.

Dizer amar o pai/mãe pode parecer meio redundante, mas quem conhece o Sr. Germano sabe a figura que é. A cena é na casa da praia, e a "vítima" o vizinho. Eles tem uma saudável provocação mútua. De vez em quando um coloca uma cerveja cheia no vaso ou muro do outro esperando a troca. 

Quando meu pai faz caipirinha, bate no copo e brinca dizendo chamar os colibris. O código já é conhecido, e em poucos minutos os irmãos se reúnem no muro. A brincadeira começa com isso e o bom papo entre eles que são primos de minha esposa vai longe com muitas risadas. Detalhe: meu pai tem 85 e eles na faixa de 25 a 45 anos.

Dessa vez ele colocou um pote de plástico vazio, pendurado por fios entre o muro que divide os terenos, com uma latinha de cerveja... adulterada com água (ideia minha e do cunhado). Tiramos o selo de alumínio com muito cuidado, para colocar na outra. A pouco vi uma bala encima da latinha sacana e outra cheia ao lado. Ver o pai com suas "peraltices" é algo que nos mostra que essa alegria nunca deixa ele perder esse pique que tem. Espero chegar lá, nos 85, com espírito de quem vê cada dia com a mesma alegria juvenil. 

Bem ... onde está a sacanagem? A da cerveja é a boa, mas de vem em quando tem outras coisas.

(download)

Melancia, sorvete, milho, esteira... sinais de praia

A noção exata de que você está na praia, sem estar na beira do mar é quando começam a aparecer os vendedores de tudo que é produto. Passam com seus carrinhos impulsionados por energia humana, assando ao sol em troca de trocados, mas no período mais lucrativo para eles durante o ano.
Daí lembro que a menos de uma semana aguardava ansioso e cansado para estar aqui. Além de estar na sombra, ar condicionado, eu ainda tinha água fresca e geladinha a disposição. Cada um tem uma história de vida diferente, com mais e menos oportunidades na vida. Para alguns deles, fazer esse trabalho foi pura sorte. Por falta de opções, essa foi perfeita.
Praia, tem isso também, faz parte do seu charme, esses profissionais ambulantes, que nem sempre são respeitados. Algumas pessoas os tratam com desdém, como se fossem escravos à sua disposição. Já vi gente se aproveitar de troco mal contado, ficando com a sobra e contando vantagem para os outros depois. Triste né?
Nossos pais sempre são referência não é? Vi muitas vezes minha mãe fazer estoque de picolé e frutas. Eu perguntava porque, com a resposta que já imaginava: é para ajudar.